Eng. Ricardo Santos, Diretor geral Mistolin Company Portugal numa entrevista à IT Insight

Num negócio completamente distinto, a Mistolin Company, empresa do Grupo MSTN, que produz soluções de higiene e limpeza, é outra empresa nacional que se destaca pela inovação em produtos e processos, estratégia na qual assenta o seu crescimento e internacionalização há quase três décadas. “A inovação no processo permite um incremento de eficiência operacional e redução de custos operacionais, dando-nos agilidade para uma melhor resposta aos desafios de aumentos de custos dos recursos utilizadas, num mercado que é muito competitivo e de grandes volumes”, justifica Ricardo Santos, diretor geral da Mistolin. O responsável revela que o processo de adaptação à Industria 4.0 começou há sete anos, com um plano ambicioso de investimentos em tecnologia e equipamentos de processo que permitiu a modernização e automatização, bem como a completa digitalização de todas as atividades no chão de fábrica e em todo o apoio operacional e administrativo. “Mudámos a roda do carro com o carro em andamento”, diz o responsável da Mistolin que reconhece que fazer esta transformação tecnológica com toda a atividade em funcionamento, e mantendo os níveis de serviço elevados, foi o maior desafio.

Com a chegada da pandemia, “percebemos que estávamos preparados”, diz Ricardo Santos. “A adaptação foi imediata pois já estávamos tecnologicamente preparados para esta realidade”, reforça. Ao longo dos anos, o grupo conseguiu melhorar a sua eficiência – duplicou a sua capacidade instalada nos últimos seis anos, com a aposta em equipamentos produtivos que assentam em automação e comunicação em rede, e com a robotização para as tarefas mais repetitivas. “Os equipamentos são supervisionados por software SCADA que controlam todo o processo e fazem o registo de atividades críticas para o processo produtivo”. A par destes equipamentos, e para a gestão operacional, a Mistolin dispõe de Software MES (Manufacturing Execution System)que faz a gestão e o registo de todos os processos operativos, gestão de armazéns e controlo de qualidade sincronizado com o ERP. “A digitalização permite-nos ter dados em tempo real, e poder reagir atempadamente, aos desvios face ao esperado, garantindo uma melhor eficiência em toda a cadeia de abastecimento”, explica o responsável.

 

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